
Este post tem como objectivo descasar-me das minhas linhas cruzadas sem deixar descair qualquer conclusão, qualquer frase comprometedora, sem dizer nada daquilo que nem para mim admito.Por isso, desde já deixo o aviso de que ler isto possa vir a ser a imbecilidade de perder tempo.
Há alturas em que o sentir-me dentro de mim me faz mal, como faz também aquilo que teimosamente insisto em fazer rever em imagens flash. Faço questão de me enrolar num novelo específico para turturar... Não só a mim. Há mais quem sofra por ver que não resolvo; que me mantenho no meu passado, que me quero totalmete pendurada numa era...Num jardim que já se fechou e secou devido ao tempo.
E cruzar-me a mim mesma no rever dessas histórias, em sentir-me pesada e diferente por não me ordenar e não me obrigar a olhar o céu, quando ele está tão limpo e tão chegado a mim.Tão perto de me dar um dia claro, de me fazer ver a vida melhor.
Não, não se passa nada; mais uma vez estou parada dentro de mim. Encostada a razões morais e de frente contra o que tem que ser...Quero só que ainda ceda mais e que continue a aquecer-me as costas...
Vejo como se de um espelho se trata-se:
a minha esquerda é a minha direita, e os meus sentimentos são o que não respeito.
A esquerda move-se no meu outro lado, que nunca sei qual é! O que é direito e o que é esquerdo!O que está esquerdo e o que é mau.
Mexo a minha direita com a intensão de tocar, no meu peito, o meu coração e toco precisamente o outro lado que chega a parecer a zona da razão, porque é onde o peito nunca oscila tanto pelo bater desse entrecruzar de olhos!
Mas o que me confunde é só olha-lo... Esse espelho...
Se baixo a cabeça e me concentro, a minha mão sabe buscar o vértice que me late incessantementeno no centro, sabe fazer-me sorrir pensando nas conquistas...
Conquistas que deixei passar, conquistas que quiz fazer , conquistas que guardo e que partilho. Como partilho mais do que devo, como vejo mais do que alcança a minha mente, Sonho menos do que o que quero e estico-me tão pouco...o corpo não me acompanha.
E gosto de caminhar assim, tocando nuvens que eu própria crio para sentir que atinjo metas.