28 maio 2006

Não haverá titulo, não há conclusões nem mesmo pensamentos rebuscados de temas que me tocaram ou que me cutucaram lá onde os meus princípios estão. Não haverá imagem, nem letra diferente nem...
eu.Não estou cá. Escrever em não ser-me aqui é simplesmente entregar-me ao meu pensar sem tema- Este dia da mala é sempre o mesmo, sempre o de pensar em voltar ao lá onde não pertenço, ligeiramente aterrador e tendencialmente filosófico. É um dia de um SSShiu contínuo como se me tivesse que encontrar em absoluto silêncio, como se não quisesse que o roçar contínuo de palavras se pudesse sequer sentir.

22 maio 2006

Tentada à transparência

Continuo sem saber se foi bom ou mau.
A questão é estar agora aqui, com uma vida que não pára para me deixar pensar realmente e simplesmente faz fuir um Tempo por cima de mim, e eu sinto-me tentada a ela:
tentada à posição transparente.

Unicamente para que os erros em mim não se sucedam tão frequentes,
unicamente para que erre sem deixar ver,
unicamente para que possa não querer evita-los,
mais porque errar nem sempre me deixa indiferente.
Numa posição transparente nem mesmo os outros errariam comigo, nem eu o notaria se tal quisessem, nem mesmo o ignorar-me seria doloroso, antes seria natural e eu até seria mais contente com esse facto. E nem mesmo para ti eu estaria, como já não estou.

E mais uma vez sinto em mim desejos que não passam das minhas utopias pessoais. Tantas e tantas vezes o querer ver de um limíte do universo em fluorescente, para que sobressaia, para fazer os Homens acreditarem que o universo acaba mas nós jamais alcançaremos esse fim, pelo meio temos o NOSSO fim.
Também eu em mim verei alguma vez o TEU fim. Como vejo todos os dias, bem definida, a linha desse horizonte marítimo, ou será antes isso a encarnação de uma eterna saudade? Não sei e admito que gostaria que mais que saudade fosse a certeza de vir um dia a tirar-te de onde já não estás há muito tempo, apenas pela ausencia te deixo ficar nessa posição de transparência. Esse estar ai ignorando ai estar. Invejo-te nisso e em mais nada.
Se já não sofro o teu não estar, se já não me queixo de solidão porque a não sinto, se já não te quero, se até já mudei, eu, toda eu mudei! Porquê segues silencioso e transparente comigo? Sempre e por todo o lado...
Um dia...

19 maio 2006

Uma serenidade de pré-tempestade


Alguém hoje me disse que me via tranquila:
"Et veig molt tranqüila, oi?"

Eu, tranquila?!
É escandaloso, mas é verdade! Alguém hoje me olhou e me viu calma.
Acho que nunca tinha ouvido tal coisa!

Já ouvi que vou ganhar um prémio nobel, e também gostei muito. É sempre bom ver em alguém essa imagem de nós (foi por isso que já lhe prometi que se isso se realizar lhe concedo um 10% do prémio -possivelmente vou metê-la na equipa de investigação e assim ainda poupo umas lecas;oP.É brinca Guigui, temos os peixes como testemunha!!!!)

Mas principalmente ouço de mim que estou"desconcentrada" ou "precipitada"(papá), que estou "enervada"(Lara), que estou "insuportável"(mãe, ás vezes), faladora(em geral), chata,"mais gorda"(César"-Finalmente tenho uma irmã grande em todos os sentidos"), mais magra(Celina, mas de seguida acrescenta "-é que tavas uma LONTRA!!!"), mais simpática, mais tola, mais gira, Crescida(as tias que nos vêm de ano a ano), animada, "cheia de pilha", tristonha, séria, ameaçadora, trenga... As coisas do costume...
Só que hoje, para que o meu dia soasse a maravilha, alguém me contou que eu estava tranquila.
E eu ali, sem saber como regir a tal coisa, seria um elogio?, seria gozo,... Não era gozo, isso via-se a quilómetros, mas soava, de certo modo a uma pontinha de inveja. Esse alguém queria saber como raios estava eu assim!

E acabei por deitar todas as culpas ao desporto que faço.
A verdade é que hoje volte às águas daquela piscina, onde me regalo em meia hora de natação intensiva e depois no jacusi e na sauna seca... Maravilhas que realmente me ajudam a pôr a musculatura no lugar fisiológico correcto para mais um dia de trabalho pesado!Mas na verdade, verdade esta que lhe não podia contar a quem me inquiria sobre a minha mal-fadada tranquilidade, é que não, não foi o desporto, pelo menos a maior parte. Foi o resolver que chega de matar os meus lindíssimos neurónios com coisas doidas.Estou aqui para dar o meu melhor e é o que vou fazer, PONTO PARÁGRAFO.
Calma e tranquilidade que tudo é deste mundo e tudo se resolve!Tenho que me desassociar dos problemas e associar-me às conquistas que já cá cantam. São elas que me provam que eu sou capaz. Cada dia sou mais e não ao contrário!
Dei outro dia em Histologia que os neurónios são duros de roer, e cada coisa que aprendes te ajuda a criar mais sinapses, ou seja, ajuda a que cada neurónio faça mais interligações com os vizinhos o que nos torna cada vez mais capazes de um acesso rápido e raciocínio eficaz!
E dou-me por convencida!!!!!

Bom, sei que é por demais dificil acreditar em tudo isto, mas vale mesmo a pena ver a floresta e não àrvore, a última época de exames dei por mim mais para lá do que para cá só por causa das inseguranças que alimentamos sem razões e é que não há nada a temer porque a
" Guerra só se perde no fim"

e o meu fim está para longe!
Isto ensinou-me uma vez a minha irmã e creio que vai ficar para todo o sempre que me toca!
Digamos que as minhas mão estão aqui e com elas faço tudo o que me corresponde. O meu trabalho é delas que sai e não é de forma nenhuma em vão! E como eu há mais, todos e cada um de nós!

15 maio 2006

Porque um dia vamos destinguir!

"...Porque no futuro nós seremos capazes de saber distinguir bem os beijos que nos são dados de um amor profundo e aqueles que nos são dirigidos pela malícia!"

Citação de uma aula de Anatomia; Professor Catedrático da Universidade Autónoma de Barcelona;Senhor Prof. Doutor Josep Maria Doménech.


É verdade, chama-se Músculo Orbicular dos Lábios e conforma o que, em anatomia de superfície são os lábios.

Músculo não revestido de epiderme (pelo menos não na mesma quantidade do resto do corpo) e que, segundo um ex-candidado ao nobel, vai evoluir no sentido de conseguir identificar os beijos que advêm de um profundo amor sincero e os que são dados por farsantes que eventualmente vejam vantagem no acto.

Vá, que ninguém leve esta novidade como algo correcto! Além de todos os estatutos de que este senhor da anatomia possui há também em cada palavra um certo tom de loucura de quem não mais vê diante do que corpos interessantemente mortos que pode dissecar para descobrir mais variações específicas (individuais) para avisar a comunidadde anatómica de que fez mais uma descoberta alucinante e desatar a acusar os livros de ainda publicarem mentiras atrozes.É, foi ele o homem da idéia do "botellon anatómico"("- Tudo a beber e a dissecar em plena noite de festa!").

No entanto esta aula mexeu, de certo modo, comigo. É certo, realmente que, ainda que não acreditemos, a nossa espécie ainda está (e continuará) sob os efeitos contínuos de uma Selecção Natural que fará dos nossos filhos os progenitores de gerações cada vez mais potentes. Ainda que ás vezes é difícil de acreditar, há lindas provas na bioquimica de tudo o que acabo de dizer:
as enzimas das nossas células têm as próprias isoenzimas que apareceram por evolução. São formas subtilmente modificadas para desempenhar novos papéis muito mais e eficazes, mais adaptadas!

Se os músculos da cara se desenvolveram de forma a expressar os nossos sentimentos e se, tal como a capacidade de oposição do dedo pulgar, também nos identificamos musculos faciais específicos dos Humanos, porque raio não é aceitável que o desenvolvimento não nos leve a uma capacidade de interpretação fulminante dos sentimentos através de uma nova musculatura mais adequada e pormenorizada...


A Selecção só Deus sabe onde parará... Mas isto dá que pensar.

Seria realmente bom que, por simples evolução a interpretação da subjectividade de cada um fosse mais fácil e acertada?
Estariamos a evoluir no sentido certo?
Estariamos a descobrir o Deus que não existiu por simples deslindamento do ser Humano nestas suas descobertas diarias de si mesmo e do outro lado negro que nunca nos chegamos a conhecer?


Ultrajante.


;o) Ele há coisas....

"E esta hein?!"

11 maio 2006

Biorritmo solar

O sol tomou-me para ele.

Há dias em que despertas, estás activo, de visão e audição aguçadas e tu sentes mais do que qualquer um podia sequer imaginar de ti, que lhe estás ao lado.Tão plácido como sempre mas muito mais, muito mais do que costumas ser.

Há dias sim, há dias.

São tão cheios de novidades porque entendes, finalmente entendes.

Mas são difíceis de suportar por seres tão de mais tu, por não controlar o mais ínfimo de ti.E não tens uma explicação, mas o teu peito passa 24 horas de sofreguidão, de atenção, de pensamentos rápidos, de sonhos e alegrias que se intercalam com tristezas tão profundas como dias negros em apenas segundos.

Dias em que ninguém repara que estás diferente, feliz e infeliz.

Dias do biorritmo do sol:

Começam luzidios, resplandescentes até a um cúmulo de risos... e depois se fazem tardes, quentes, serenas e tumultuosas de gente, de confusão de pés que se dirigem para todos os lados, contra e afavor de ti...

Tardes de dias completos.

Dias que têm noites tristes.

Noites frias de dias felizes.


De Palavras que te libertam e te deixam à deriva, chorosas de solidão e silêncio.

Palavras que sabias, que sempre foram presenças mas que, por nunca pronunciadas, nunca entendidas no seu âmago nem do mais profundo de ti mesmo...


Noites húmidas de um gelo cortante dos que precisas e ignoram: por querer ou sem ele...

Noites que num momento serão o amanhã de que preciso.

-Amanhã, vem antes, por favor...

09 maio 2006

Escorrem em mim Letras



Escorrem em mim letras
Como se secas
Sentidas palavras
Fossem momentos reais.

São sentimentos.


São escorredias frases
Húmidas de

Lágrimas Secas.
Apenas escritas.

Lágrimas jamais pingadas.
Que não mais se esboçam
Do que em pensamentos turvos
Dos que percebem.

Reflexos simétricos
Que se parecem.
Análogos na diferença
Que os aproxima.

06 maio 2006

Propaganda à outra de mim

Fotografia,
outra das minhas paixões, antes era mais ver que tirar, agora pu-las num blog:o).

Para quem quiser visitar:


www.flickr.com/photos/88466147@N00/

De há muito tempo...(I)


Tenho medo
Que olhar-te
Apenas
Seja levar-me
Deveras.

Para longe daqui,
Para perto do céu,
Para longe do mar
Para dentro de ti
Nesse simples olhar!

Tenho medo
Que nesse olhar
Haja tristeza
Memórias
Vis,
Confusas,

Porque se o vejo,
A esse olhar,
Algum triste dia,
Choroso,
Não conterei
Nem eu,
Meu saudoso
Chorar!






Escrito perto de Julho de 2003.


05 maio 2006

Fitas para os meus

De repente, com um aviso interminável de anos em imaginações conjuntas de um futuro que, acreditávamos, tardariam eternidades em chegar, dou por mim com duas fitas na mão para lá pôr o que assim achasse de bom tom.Nada que não tivesse feito já anteriormente: digamos que a fita da minha irmã e um amigo do longe também contam mas estes eram de um especial diferentemente especial.Nestes casos não teria matrices matinais de quem já compartilhou cama e sono de irmãs ou de amigos que se sabem esporádicos (ainda que não menos importantes).

Desta feita tinha que mostrar o quanto me são importantes estes seres, porque os amigos assim se querem, cultivados com carinho e verdadeiras amostras de nós neles.


Resumindo, num espaço curto de tempo colapsei e fiquei, literalmente ( e quem me conhece sabe o quanto isto é estranho) sem qualquer palavra decente para descrever a total e imprescindível importância que lhes dou na minha vida.
Quiz escrever maravilhas e tudo era tão limitado como pobres palavras que se tentam conjugar numa melódica passagem em fitas de tecido verde, ou lilás...
Tudo é tão pouco.

Tudo é demais inoportuno... incompleto....

Então logo eu, a tagarela do momento, a senhora que até escreve num blog, faz versos, e canta bem alto.... De repentemente está calada diante de um mísero papel; e não para falar do fim do mundo ou
da forma como se descobre a função de uma enzima....Não...Era só para contar a alguém que verdadeiramente ama, o quanto ama e o quanto lhes agradece tudo, O quanto tem enraizado desde sempre a vontade que que para eles tudo corra de uma forma absolutamente espectacular.Só sendo eles felizes eu atingiria a minha felicidade...

Pronto, a vergonha atacou-me e deixar a fita em branco não seria melhor que escrever alguma coisa...
Restringi-me ao articul
ar de letras, palavras que se ordenaram em recordações de nós em tempos e nós em futuros... Escrevi.
Algo foi, mas em compensação não fui capaz de deixar de enviar uma carta em que, aí sim (curiosidades da psicologia humana) consegui expressar um mínimo da sorte que sinto em acompanhá-los, como já eles outrora fizeram e assim espero que continuem, no virar de uma fase tão importante.No pouco do tudo que posso eu desejar do mais profundo de mim...












Vá, eu bem sei que exagero nestas coisas... era Só uma fita de fim de curso... mas que posso eu mais fazer?

03 maio 2006

Lágrimas




Hoje escorreram lágrimas

De um chorar feliz,
Na distância que
Me acena com lucidez.


Hoje,
Longe,
Vi o quanto dói
O tanto amar.

Só mais não quero provar
De outro gostar
Nenhum novo ser.
Quero aqui ficar
Sem mais amar
Por não mais sofrer.

27 abril 2006

Emilce... Hace tanto tiempo***


Ya hace algun tiempo que no passava por su blog, el tiempo siempre me dita lo que puedo o no hacer, pero volver me mostró que sigues escriviendo lo que suena bien, lo que trae música, lo que nos toca. Principalmente escrives lo que creas.
Una vez más me supo bien leerte y una vez más te plágio:

Gracias por ello***:o)








"Te deseo que un aire fresco llegue a tus pulmones.

Te deseo que llegue de nuevo a ti la sonrisa espontánea, el abrazo fugitivo, el beso sin rumbo.

Te deseo que ames de nuevo, y de nuevo que ames más.

Te deseo que nunca se canse tu cama del mismo cuerpo, ni tu pensar de la misma alma.

Te deseo que aprendas a darlo todo en el primer instante y sin reflexionar.

Te deseo que ames de nuevo, y de nuevo que ames más."





21 abril 2006

Há noites que são lupas


Há certas noites
Que são lupas,
Lupas especiais!

Atormentam
Com imagens reais,
Mostram problemas,
Os nossos,
Banais
Curriqueiros!
Tudo grande, desfocado!

Depois o sono não vem!
Fica vendo a lupa,
Na conversa!
Quando damos por ela,
É tudo tão distorcido
Que é até parecido
Com o sonho normal!

Acordamos todos depois
Chateados
Por não saber onde foi
Que dormimos!

Poema em linha recta.

"Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas
Vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondívelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu que tantas vezes não tenho tido paciência para
tomar banho,
Eu que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes
Das etiquetas,
Que tenho sofrido enxovalhor e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo
Ainda;
Eu, que tenho sido cómico ás criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de
Fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, Pedindo
emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho
Agachado
Para fora das possibilidades do soco;
Eu, que tenho sofrido a angustia das pequenas coisas
Ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo,nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão principe- todos eles principes- na
Vida....

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse não uma violência, mas uma cobardia!

Não,são todos o ideal, se os oiço e me falam
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma
Vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e erróneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traidos- mas ridiculos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traido,
Como posso eu falar com os meus superiores sem
Titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza."

Álvaro de Campos

O meu relógio parou


- Paras-te.
Hoje, à hora em que um dia eu fui só eu, por inteiro, pela primeira vez: 10:30 da manhã.

Que quizeste dizer-me com essa tua atitude tão despojada de interesse por mim?
Quiseste mostrar-me que estás ai?
Não me dou conta disso excepto quando preciso controlar-me as pressas, os vagares e os pensamentos...

Foi para que visse que além de ti, eu continuo, ainda que sem tempo?

Talvez estejas a tornar-te um pouco humano. Estás a chamar a minha atensão para ti.
Estas a pedir-me aos berros que te aprecie.
Discuti contigo horas e, por isso, aqui sonho que com isso tenhas o bastante!!
Às tantas nem horas foram, mas tu continuas sem me esclarecer!

Era para mostrar que perco tempo?
Perco?
Não me aturo assim!
Com isto estás irreconhecível!Não entendo quem és agora!
Se não és o Tempo, quem és tu?!!!

Quiseste contar-me que existes como peça material. Que isto de que não te veja como objecto mero e simples, sujeito a todas as leis da física, da química e dimensões no espaço, te afecta, não está bem!

Conseguiste!
Agora sei que tu rodas sempre no mesmo sentido, que dás voltas sem sair desse ponto central e que trabalhas a pilhas. O Tempo não faz nenhuma dessas três coisas!
Parece que o Tempo é uma própria dimensão em si, que nos atribui num ponto velocidade, mesmo sem sair deste sítio!Tu só segues esse factor como um discípulo disposto a aprender tudo quanto pode ensinar um mestre. Estavas para ajudar-me a não exceder os limites de velocidade no meu caminho!
No entanto, discípulo imperfeito, não sabes seguir teu mestre.
Só sabes que é envergonhado, que quer passar sem ser visto, por isso é que passa rápido quando estou distraida e por isso é que faz cerimónias quando não tenho que fazer!Não quer que dê por ele!Nem tu o queres, tampouco!
Queres que pare de pensar nisso?
Voltas a ter razão: o tempo não é sentido quando se pensa. E eu procuro senti-lo a cada instante!

Sabes, agora vejo o quanto lhe és distante.
Tornas o tempo em unidades, são, em ti, conjuntos de segundos, minutos, horas, dias...
O Tempo não é nada disso.
Se eu algum dia quizer o Tempo será, para mim, continuidades!!!Também pode vir em momentos sem que nunca chegues tu a saber se são momentos continuos ou que percistência lhes dou!
Tu nunca farias nada disso a teu mestre!Só podes parar!!!

Paraste nessa hora e nem sabes que significado isso tem! Eu sei!
Tu só sabias que esse era mais um movimento ao qual te impeliu e Tu, discípulo já moribundo, reflectindo nesse próprio valor de objecto desististe.Ou então, tu, discípulo rebelde, manifestaste a tua realidade de ser e partiste para uma velocidade só tua de objecto dimensional!

Fizeste bem.
Fico feliz por tomares uma atitude tão tua!Agora sei que estás bem contigo!
Fizeste com que eu pensasse em ti. Que gosto de ti como és, nem que assim sejas-parado!Ao menos sei que vais ter razão duas vezes por dia, vais encontrar-te com Ele nesses minutos!

Eu também tenho desses momentos, sabes?
Ás vezes faço coisas ruins porque me assim sinto pensar e pedir por dentro...Depois encontro a minha ruindade e sou completa: os defeitos e virtudes... e sou confortável em mim novamente.

Todos somos semelhantes em partes diferentes.

25 março 2006

Segredo


Este post tem como objectivo descasar-me das minhas linhas cruzadas sem deixar descair qualquer conclusão, qualquer frase comprometedora, sem dizer nada daquilo que nem para mim admito.Por isso, desde já deixo o aviso de que ler isto possa vir a ser a imbecilidade de perder tempo.

Há alturas em que o sentir-me dentro de mim me faz mal, como faz também aquilo que teimosamente insisto em fazer rever em imagens flash. Faço questão de me enrolar num novelo específico para turturar... Não só a mim. Há mais quem sofra por ver que não resolvo; que me mantenho no meu passado, que me quero totalmete pendurada numa era...Num jardim que já se fechou e secou devido ao tempo.



E cruzar-me a mim mesma no rever dessas histórias, em sentir-me pesada e diferente por não me ordenar e não me obrigar a olhar o céu, quando ele está tão limpo e tão chegado a mim.Tão perto de me dar um dia claro, de me fazer ver a vida melhor.


Não, não se passa nada; mais uma vez estou parada dentro de mim. Encostada a razões morais e de frente contra o que tem que ser...Quero só que ainda ceda mais e que continue a aquecer-me as costas...

Vejo como se de um espelho se trata-se:
a minha esquerda é a minha direita, e os meus sentimentos são o que não respeito.
A esquerda move-se no meu outro lado, que nunca sei qual é! O que é direito e o que é esquerdo!O que está esquerdo e o que é mau.
Mexo a minha direita com a intensão de tocar, no meu peito, o meu coração e toco precisamente o outro lado que chega a parecer a zona da razão, porque é onde o peito nunca oscila tanto pelo bater desse entrecruzar de olhos!
Mas o que me confunde é só olha-lo... Esse espelho...


Se baixo a cabeça e me concentro, a minha mão sabe buscar o vértice que me late incessantementeno no centro, sabe fazer-me sorrir pensando nas conquistas...


Conquistas que deixei passar, conquistas que quiz fazer , conquistas que guardo e que partilho. Como partilho mais do que devo, como vejo mais do que alcança a minha mente, Sonho menos do que o que quero e estico-me tão pouco...o corpo não me acompanha.



E gosto de caminhar assim, tocando nuvens que eu própria crio para sentir que atinjo metas.

10 março 2006


Olhava eu agora minha mão
Quando me adentrei num pensamento
Sobre essa sua lida e função!
Continuada,Insistente, diferente
Em cada momento.
Diferente também na pessoa.

E dela conta coisas,
Muitas coisas
Coisas sem conta dela!

Para mim, aqui, quieta,
É-me imagem de força

Daquela força interior
Quer é sempre superior
Ao que prevemos nós.

É a pá do trabalho,
Do trabalho pessoal,
Do que movemos,
Do que criamos,
Do que queremos,
Dos que amamos!

Somado tudo
Estas minhas mãos,
Aqui quietas
São toda eu,
Eu e todos os outros que toco

São pelo menos o meio
Mais puro e sincero
De trocar gestos
E não sentir de perto
O peso da solidão!

05 março 2006

São todos vocês:o)

Descobri

Descobri, uma vez,
Poemas em minh´alma.
Certa noite
De muita calma!

Lá estavam poeirentos
Quase empoleirados,
Também
Para cima do vaivém
Que se tornara o pensamento!

Jaziam no baú da vergonha,
Da humildade e do medo
Mas veio a saudade
E mos mostrou.

Encontrou-os
Contei-os
E depois
Finalmente,
Consegui
Escreve-los
Fielmente
Á minha imaginação!

03 março 2006

Tinha pensado

Houve, ontem, um momento em que reflecti que era bom dar-me novamente asas na escrita.Ando a pensar demais no que pensam os que cá passam porque inevitávelmente ouço as suas opiniões e porque as agradeço muito. No entanto, este meu canto é exactamente isso e vou então voltar a pôr, quando assim o notar necessário a mim, quer sejam os meus poemas quer os meus raciocínios: nem sempre lógicos!

Hoje, no entanto, o cansaço faz-me só lembrar no balde em que vim parar. A minha vida curvou de forma assombrosa nos últimos meses e vejo, através deste meu blog, que me tenho centrado demasiado nisso.
Continuo mais plural que o sitio onde estou; a minha pessoa continua cheia de coisas por ver, músicas por gostar, análises por fazer. Tenho feito muito mais do que a medicina de que tanto falo e que tanto me ocupa.Tenho aprendido muito mais que o catalão, tenho ganho mais do que experiências.

Aprendi que a distância não afecta a quem não tem que afectar, e que o que tem que continuar intocável assim o faz. Vi que tudo está na nossa cabeça e que a ansiedade só chega a estrangular o meu sangue nas veias quando se aproxima este dia de viajar de volta a casa. O cansaço só me atordoa quando o deixo, porque me conheço. Bem como as minhas linhas básicas de pensamento. Quando quero subir e vencer sei que o posso fazer e é o bastante.
Não dei tudo de mim e é isso que me assusta.
Mais me assusta o meu engano e o que respinga nos meus.Tenho vazios por preencher que não sei onde encontrar o conteudo certo para o conseguir!Não sei se são realmente vazios ou cicatrizes... Se forem não haverá solução! E medo.. esse...

Aprendi que o amor só está naqueles a quem sabes entregar e a quem olhas no fundo dos olhos procurando não mais que a tua própria sinceridade; que a segurança de se ser amado é mais nada que essa amizade intrínseca de quem sofre do mesmo mal que tu, ou de quem te quer, ou de quem é diferente...
Que há coisas sem solução que a mereciam encontrar, que há injustiças que foram construidas pelas tuas mãos em nome do que tu defendes como os teus sonhos.Mereceria a pena continuar?

Aprendi porque aqui estou, porque amo o que me rodeia e porque o sigo...

Por mim...
Faço-o por mim...e não mais. o egoismo que sempre me caracterizou e que só mudou a máscara ao longo destes anos. Agora é socialmente aceite...

19 fevereiro 2006

Noticias




















"Mande noticias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço venha me apertar
Estou chegando

Coisa que gosto é poder partir
sem ter planos,
Melhor ainda é poder voltar
quando quero.

Todos os dias é um vai e vem
a vida se repete na estação
Tem gente que veio para ficar
Tem gente que vai para nunca mais,
Tem gente que vem e quer ficar,
Tem gente que vai e quer voltar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir
São só dois lados da mesma viagem.

O trem que chega é o mesmo trem da partida
A hora do encontro é também despedida
A plataforma desta estação
é a vida desse meu lugar
é a vida desse eu lugar
é a vida..."

Nem sempre me dou conta mas o passar dos dias trás sentido a algumas coisas.. e esta música tem agora mais sentido do que antes!!
Acabo de fazer mes e meio aqui... a vida continua...
***