Qualquer um dos que aqui me lêem sabem, de alguma estranha forma muito próxima, o desastre que este ano se viveu no país, relativamente aos fogos, verdade? Pois...
Tendo me comprometido, desde o início deste blog, a tentar pôr as coisas de tal forma a que nunca ninguém se entristecesse ao ler algo que eu por minha mão cá pusesse;Não posso agora cumpri-lo mais... a verdade é que, estando eu também num dia menos bom, não me consigo alienar do que vi....
Note-se que, gostando eu tanto de fotografia, não fui deveras capaz de tirar uma única fotografia áquela desgraça... Mas passo a explicar:
Todos os anos, em S. João D`arga há uma festita, uma romaria, uma tolaria.Ai se juntam num adro repleto de história e beleza, as bandas da zona, assim como outros que ali se venham a juntar... E NÃO SÃO NADA POUCOS!!! Mas continuando...
Para quem não conhece aquilo é apenas uma capelita com dois palcos de Banda e uma imensa fila de "casitas" de pedra (aqui exponho a minha ignorância porque não sei se aquilo toma alguma nome específico... Para mim apresentam-se como as descrevo) toda à roda da capela desenhando o tal do Adro de que falava...Tudo em pedra, a respirar tempos idos....
Como se não bastasse a beleza da pequena aldeola de pedra, à volta encontramos toda uma imensa paisagem repleta de verde, árvores que nunca mais acabam e que recobrem todo aquele pedaço de céu na terra...Trata-se de um pequeno "vale" numa serra muito bonita e portanto, subindo-se só um senisguinho estamos já perante quilómetros de montes (ex-)verdejantes, de uma paz que só sente quem lá vai olhar...
Depois veio 2005, onde o fogo engoliu a força das raízes que la estavam...
Está tudo negro... o adro, incrívelmente safou-se porque os bombeiros tiveram, com certeza o cuidado de proteger aquela pequena região e só um dos lados é que está mesmo desfeito sendo que tudo à voltinha se mantem com verdes ramos...
De resto... quem quer subir e olhar o que descrevia antes....pode desitir...
Eu passeei duas horas naquela estrada a olhar a extensão do que vos falo... não tenho metros na minha cabeça para vos dizer quanto foi, nem muito menos experiência para explicar mais ou menos o que queimou... sei dizer que do ponto mais alto não se viam naquela serra mais que duas filitas trémulas de árvores meio chamuscadas! Tudo o resto tresandava á nossa maldade...
Não houve mais que aquele silêncio do não mexer de folhas, do não cantar de pássaros, do não bulir coisa nenhuma...
Restou o cheiro a carvão que faz lembrar o quanto a vida é complicada por ser tão vulnerável; trás à memória, não a paz, mas os problemas que cada um de nós acarreta,e eu, nao fugindo à regra, passei duas horas a passear sem me sentir aliviada do que carregava comigo de triste...Pelo contrário... Fiz-me estranhamente lembrar de tudo...
As duas horas foram sempre na esperança de que naquela pequena curva que ai vem vou ver o outro lado e ele vai estar mais verde...Mas não...
Aquelas pedras mostravam o frias que são, sendo que se mantinham naquela vergonhosa estabilidade sem vida... o que havia modificado eram apenas as vizinhas.. o chão e a cor que as pintava...Mais nada...
Passeei sózinha...Literalmente!
A certa altura ainda vi mais o cúmulo de um par de máquinas a trabalhar ali para escavar alguma coisa de "útil" daquilo tudo. O bater daquele metal ja não ressoava a atentado porque já ali não há vida!!
Continuei enquanto houve estrada para subir... Como antes disse, sempre na estúpida esperança...
Entre as nove e as onze manhã solarenga não se via vivo verde!
Não cheguei sequer a parar um pouco para apreciar, como costumava fazer... Para quê ver aquele negrume espalhado como se de um espirro tudo estivesse negro...
E pronto... o meu negro dia também já começou hoje tendo de deixar ir aquela família de que tanto gostamos, aquela menina que tanto me apoia:) Obrigada Ana:o) Por teres estado, por seres quem és, por acompanhar sempre e ajudar mais ainda...
Obrigada a todos os daí de casa:) todos sabem o quanto mais gostamos de vocês a cada dia que passa! Foi mesmo um grande prazer ter-vos aqui; Não consegui expressa-lo no momento por ser ainda a chorona de sempre... Mas digo-o aqui com as minhas palavritas complicadas de quem quer codificar o que somente se sente com o coração...
Já tenho mas é saudades, o ano que vem quero já saber da semana em que vêm!! Mas entretanto muita carta vai rolar nesse correio português não é??
Cuidem-se muito, tudo o que não podemos nós daqui!!
***
30 agosto 2005
16 agosto 2005
Por altura dos 30 anos de casados dos meus lindos papás!!

Eu e tu
Só presenças,
Aqui juntas,
Imersas!
Já que todos estes anos
Não poderiam falar-se
Eternamente.
Assim
Ai tu,
Aqui eu,
Amando-nos de longe
Agradecendo,
Um ao outro,
Esse estar ai somente.
És mais tu,
Depois de tudo...
Não posas já
No que fazes.
E vejo agora,
Claramente,
O mais tu que eu amei
E amo
Para sempre...
Era, dantes
Com palavras
Com gestos
Que demonstravamos
Sentimentos...
Agora esses mostram-se
Através destes momentos
De estar aqui
Sem movimentos.
10 agosto 2005
Nunca chegaremos a entender...
De repente chega-me uma amiga à beira e diz:
- " Rosana, dia 8 de Agosto, se fazes o favor, vens comigo num passeio da minha catequese, com os meus putos, para me ajudar a controla-los ok?".
Olha eu, uma mocinha que dificilmente tem paciência para aturar o primo, ia agora com 60 putos, de idades compreendidas entre os quatro e os quinze anos, ao Zoo da Maia!!!!LOL...
Claro que aceitei sem pensar muito no assunto, é sempre bom melhorar naquilo que se julga pouco desenvolvido em nós para, precisamente, controlar a ENÉRCIA que secretamente nutrimos por esse tal afazer. Ora, eu e as crianças sempre nos demos bem ( a questão é que não variamos demasiado;o)) mas estar eu e 60 crianças na responsabilidade é(como dizer logo de manhã assim com os neurónios meio aturdidos?)
Mas, como digo, nunca tive medo de trabalho e nada seria do outro mundo!
Toca a andar!
Os dias iam passando de encontro lá ao tal dia e, essa minha amiga disse-me entretanto que seriam, a meu cargo, SETE crianças de entre os 7 a 8 anos, mas que os grupos seriam apenas formalidades uma vez que todos estávamos a cargo de todos; nenhum, de maneira alguma, poderia lá ficar nem cena do género...Iamos ás sete e meia e vinhamos ás nove da noite!!(mais de doze horas!!Ou seja, o padrão não melhorava a cada vez que a miuda me falava do passeio, mas siga...
Lá chegou o tal diita:
Levantar às sete da matina, tomar o pequeno-almoço com o ricoré e bolachinhas, e sair já por volta das sete e meia para a camionete....
Primeiro pensamento lógico do dia (até esse momento os pensamentos eram pouco lógicos ou desprovidos de interesse):
A minha amiga, via-os chegar aos quilos e nem ponta de susto; aquela criatura ( a Li) parece que estava sempre à espera que chegasse mais alguém e eu sempre a pensar de onde seria que eles estavam a sair; porquê que não tinham tido um contra-tempo ou um sono mais pesado para ,pelo menos, dar aso à esperança de ter seis em vez de sete... sei lá...
Mimava-me a ideia de que não seria a única com miudos para cuidar mas era complicado entender que fosse a única com aquela faixa etária!
Pahhh, basicamente, qualquer coisa, me fazia lembrar o facto de que eu não tinha experiência com miudos, nem nunca tinha pensado em tantos, todos juntos....Como seria se eu agora falhasse à Li?
Só me acalmava pensar que esta minha amiga, exactamente no ano anterior, tinha levado as mesmas criaturas a um outro passeio tendo todos eles A SEU cargo, ou seja,os tutores que ela tinha arranjado tinham falhado na altura e nem assim ela desistiu, tendo, no fim do dia, entregue aos respectivos pais ou encarregados os meninos em boas condições:o).Portanto a ideia era mesmo, ela aguentou com 60 eu aguento com sete...
Demos início à viagem, fui apresentada lá aos pequenitos e maiorzitos,


pusemos as t-shirts que a organizadora-mor tinha engenhosamente mandado fazer (deu imenso jeito para identificar os Pinchantes nos mais diversos lugares), os mais pequenos ainda tiveram direito a uma flôr colorida com o seu nome e um número de telefone em caso do temível caso de perda (idéia luminosa da comandante Li porque nós não sabiamos o nome deles (nunca os tinhamos visto)) e lá fomos nós....
Aquele meu medo dissipou-se no primeiro instante. A situação de viagem tinha, para aquela gente de palmo e meio, sido o suficiente para gostarem de mim, de forma que só naquele meio tempo entre sair da carrinha e esperar que o senhor condutor nos viesse abrir a mala para tirarmos as lancheiras, eu já tinha meninos agarrados a mim, a contar-me coisas e a engendrar outras.
A questão do nome não foi fácil, alguns ouviam Rosana e assustavam-se, de forma que recorri a Zana e outros achavam Zana esquesito de mais e chamavam Rosana... Enfim, todos com uma vontade imensa de conhecer ( e qualquer adulto perguntaria já qual a vantagem de conhecer alguém assim só porque temos que passar um dia juntos).
Inventei de os por a fazer "Hop Hop" para marcherem direitinhos ao passar na passadeira e a coisa pegou em massa, já não eram só os meus que tinham gostado da idéia mas antes toda a população mais pequena; aproveitanto a adesão escolhi esse nome para os juntar nos momentos mais críticos.
Fiz com eles o trato de que andariam mais ou menos por volta dos grupo grande e assim sendo podiam andar à vontade; era indispensável no entanto que me viessem fazer um "hop" de vez em quando para eu saber como estavam!

Incrivelmente resultou, todos e cada um fizeram questão de me vir fazer a continência de quando em vez, e até faziam questão de convidar para ver os bichos mais esquisitos ("Piton Real") ou os mais conhecidos ("Nemo!!!!!"). Mesmo os grandes foram cuidadosos em respeitar as regras básicas e ajudaram no entretenimento colectivo sem problemas; aceitaram os três estranhos que se tinham metido ao barulho naquele dia, sem qualquer entrave.
Das inocências ouvimos as coisas mais caricatas ( do género de uma menina de seis aninhos nos vir avisar atónita que as Zebras estavam "-AO ESTOURO!!!! Uma subiu para cima da outra e está-lhe a dar ponta-pés!!!!";"- SABES? EU GRITO MUITO PORQUE A MINHA AVÓ É PEIXEIRA!!!"-Note-se que desta a miuda era mesmo um altifalante em forma humana sendo que demonstrava um enorme prazer no efeito.).
Passamos depois para Guimarães, o berço da nação;fomos inevitávelmente ao castelo

mais à penha e conte-se que mesmo lá, entre as explicações da guia, tapeçaria, etc, os meninos se comportaram melhor do que muita gente grande e posso dar-me ao luxo de ser
LITERAL nessas palavras...
Na Penha todos passaram pela capela que lá está e TODOS se sentaram dois minutos (como mínimo) para rezar uma Ave-Maria ao menos, sem reclamações, sem birras, sem complicações, sem nada rigorosamente (o barulhinho de fundo faz parte deles, não é?).
Bom...
Na conclusão de tudo isto tenho a agradecer á Li, por me ter posto nisto e aos meus "Hops" como ficamos conhecidos os 10 que acabamos por ser no fim do dia, porque realmente passei a ter um
conceito dife
rente da cena; Cheguei a várias conclusões de entre as quais destaco a de que deviamos ser mais crianças nos momentos importantes, entregarmos tudo, confiar e não ver o que não compreendemos (ou por outra arranjar uma boa e sensata explicação para tudo o que não está concebido na nossa cabeça). Dos adultos apenas teriamos que aproveitar a força de enfrentar as coisas, a responsabilidade e o hombridade, quando existentes.
Aceitar a diferença tal e qual como se fosse uma igualdade ou perguntar muito e indiscriminadamente para perceber,se realmente não entendemos sendo que não nos devessemos contrangir de responder.
Deviamos ser mais inocentes....TODOS!
Mesmo que nunca cheguemos a perceber como o fazem...
Pronto... E eis o passeio que me fez tanto bem ao espírito:o)
- " Rosana, dia 8 de Agosto, se fazes o favor, vens comigo num passeio da minha catequese, com os meus putos, para me ajudar a controla-los ok?".
Olha eu, uma mocinha que dificilmente tem paciência para aturar o primo, ia agora com 60 putos, de idades compreendidas entre os quatro e os quinze anos, ao Zoo da Maia!!!!LOL...
Claro que aceitei sem pensar muito no assunto, é sempre bom melhorar naquilo que se julga pouco desenvolvido em nós para, precisamente, controlar a ENÉRCIA que secretamente nutrimos por esse tal afazer. Ora, eu e as crianças sempre nos demos bem ( a questão é que não variamos demasiado;o)) mas estar eu e 60 crianças na responsabilidade é(como dizer logo de manhã assim com os neurónios meio aturdidos?)
ATERRADORRRRRRR!!!
Mas, como digo, nunca tive medo de trabalho e nada seria do outro mundo!
Toca a andar!
Os dias iam passando de encontro lá ao tal dia e, essa minha amiga disse-me entretanto que seriam, a meu cargo, SETE crianças de entre os 7 a 8 anos, mas que os grupos seriam apenas formalidades uma vez que todos estávamos a cargo de todos; nenhum, de maneira alguma, poderia lá ficar nem cena do género...Iamos ás sete e meia e vinhamos ás nove da noite!!(mais de doze horas!!Ou seja, o padrão não melhorava a cada vez que a miuda me falava do passeio, mas siga...
Lá chegou o tal diita:
Levantar às sete da matina, tomar o pequeno-almoço com o ricoré e bolachinhas, e sair já por volta das sete e meia para a camionete....
Primeiro pensamento lógico do dia (até esse momento os pensamentos eram pouco lógicos ou desprovidos de interesse):
"TANTO PUTO JUNTOOOOO!!!!!!!!!!!!!!"
A minha amiga, via-os chegar aos quilos e nem ponta de susto; aquela criatura ( a Li) parece que estava sempre à espera que chegasse mais alguém e eu sempre a pensar de onde seria que eles estavam a sair; porquê que não tinham tido um contra-tempo ou um sono mais pesado para ,pelo menos, dar aso à esperança de ter seis em vez de sete... sei lá...
Mimava-me a ideia de que não seria a única com miudos para cuidar mas era complicado entender que fosse a única com aquela faixa etária!
Pahhh, basicamente, qualquer coisa, me fazia lembrar o facto de que eu não tinha experiência com miudos, nem nunca tinha pensado em tantos, todos juntos....Como seria se eu agora falhasse à Li?
Só me acalmava pensar que esta minha amiga, exactamente no ano anterior, tinha levado as mesmas criaturas a um outro passeio tendo todos eles A SEU cargo, ou seja,os tutores que ela tinha arranjado tinham falhado na altura e nem assim ela desistiu, tendo, no fim do dia, entregue aos respectivos pais ou encarregados os meninos em boas condições:o).Portanto a ideia era mesmo, ela aguentou com 60 eu aguento com sete...
Demos início à viagem, fui apresentada lá aos pequenitos e maiorzitos,


pusemos as t-shirts que a organizadora-mor tinha engenhosamente mandado fazer (deu imenso jeito para identificar os Pinchantes nos mais diversos lugares), os mais pequenos ainda tiveram direito a uma flôr colorida com o seu nome e um número de telefone em caso do temível caso de perda (idéia luminosa da comandante Li porque nós não sabiamos o nome deles (nunca os tinhamos visto)) e lá fomos nós....
Aquele meu medo dissipou-se no primeiro instante. A situação de viagem tinha, para aquela gente de palmo e meio, sido o suficiente para gostarem de mim, de forma que só naquele meio tempo entre sair da carrinha e esperar que o senhor condutor nos viesse abrir a mala para tirarmos as lancheiras, eu já tinha meninos agarrados a mim, a contar-me coisas e a engendrar outras.
A questão do nome não foi fácil, alguns ouviam Rosana e assustavam-se, de forma que recorri a Zana e outros achavam Zana esquesito de mais e chamavam Rosana... Enfim, todos com uma vontade imensa de conhecer ( e qualquer adulto perguntaria já qual a vantagem de conhecer alguém assim só porque temos que passar um dia juntos).
Inventei de os por a fazer "Hop Hop" para marcherem direitinhos ao passar na passadeira e a coisa pegou em massa, já não eram só os meus que tinham gostado da idéia mas antes toda a população mais pequena; aproveitanto a adesão escolhi esse nome para os juntar nos momentos mais críticos.
Fiz com eles o trato de que andariam mais ou menos por volta dos grupo grande e assim sendo podiam andar à vontade; era indispensável no entanto que me viessem fazer um "hop" de vez em quando para eu saber como estavam!

Incrivelmente resultou, todos e cada um fizeram questão de me vir fazer a continência de quando em vez, e até faziam questão de convidar para ver os bichos mais esquisitos ("Piton Real") ou os mais conhecidos ("Nemo!!!!!"). Mesmo os grandes foram cuidadosos em respeitar as regras básicas e ajudaram no entretenimento colectivo sem problemas; aceitaram os três estranhos que se tinham metido ao barulho naquele dia, sem qualquer entrave.
Das inocências ouvimos as coisas mais caricatas ( do género de uma menina de seis aninhos nos vir avisar atónita que as Zebras estavam "-AO ESTOURO!!!! Uma subiu para cima da outra e está-lhe a dar ponta-pés!!!!";"- SABES? EU GRITO MUITO PORQUE A MINHA AVÓ É PEIXEIRA!!!"-Note-se que desta a miuda era mesmo um altifalante em forma humana sendo que demonstrava um enorme prazer no efeito.).
Passamos depois para Guimarães, o berço da nação;fomos inevitávelmente ao castelo

mais à penha e conte-se que mesmo lá, entre as explicações da guia, tapeçaria, etc, os meninos se comportaram melhor do que muita gente grande e posso dar-me ao luxo de ser
LITERAL nessas palavras...Na Penha todos passaram pela capela que lá está e TODOS se sentaram dois minutos (como mínimo) para rezar uma Ave-Maria ao menos, sem reclamações, sem birras, sem complicações, sem nada rigorosamente (o barulhinho de fundo faz parte deles, não é?).
Bom...
Na conclusão de tudo isto tenho a agradecer á Li, por me ter posto nisto e aos meus "Hops" como ficamos conhecidos os 10 que acabamos por ser no fim do dia, porque realmente passei a ter um
conceito dife
rente da cena; Cheguei a várias conclusões de entre as quais destaco a de que deviamos ser mais crianças nos momentos importantes, entregarmos tudo, confiar e não ver o que não compreendemos (ou por outra arranjar uma boa e sensata explicação para tudo o que não está concebido na nossa cabeça). Dos adultos apenas teriamos que aproveitar a força de enfrentar as coisas, a responsabilidade e o hombridade, quando existentes.Aceitar a diferença tal e qual como se fosse uma igualdade ou perguntar muito e indiscriminadamente para perceber,se realmente não entendemos sendo que não nos devessemos contrangir de responder.
Deviamos ser mais inocentes....TODOS!
Mesmo que nunca cheguemos a perceber como o fazem...
Pronto... E eis o passeio que me fez tanto bem ao espírito:o)
07 agosto 2005
Quando se sente e se escreve.
Estava mais uma vez lendo o blog daquela que escreve na minha outra língua preferida e descobri, entre as deliciosas coisas que escreve um post que me chamou a atensão pela clareza e sonoridade.
Por querer partilha-lo decidi fazer uma tradução literal do que lá estava escrito e pedir a devida autorização para pôr o traduzido no meu blog; é com todo o gosto que vo-lo apresento e espero que gostem também:
Sem pressa,
submergida com a alma mais nua que o meu próprio corpo.
Rodeada da sensação acariciante da água que sabe a sal,como o
suor que envolve as paixões.
Não tenho pressa, porque já não espero, desfruto o desafio de cada minuto,
contigo, sem ti e apesar de ti,
segundo a segundo me acompanho.
Ao compaço do alimento de caricias lentas,de braços fortes, de palavras
nécias, dos nus que formam os teus
beijos na boca que nunca será silenciosa,
de teus dedos viajantes neste cabelo que nunca será
tua decisão, com a tua pele insistente nestas ancas que nunca serão poucas,
com as tuas palavras desbocadas nestes ouvidos que nunca serão o que
esperas.
Palpitantemente submergida no doce da água salgada.
Para conhecer o original é só ir aqui ao link que ponho em primeiro lugar. Posso desde já garantir aos que põem problemas à lingua espanhola que esta, lida é bem mais fácil de entender, por isso animem-se, tem coisas muito engraçadas.
*A ti, Emilce, gracias por dejarme hacer este "plajio" y mejor aún, gracias por escribirlo:o).
Por querer partilha-lo decidi fazer uma tradução literal do que lá estava escrito e pedir a devida autorização para pôr o traduzido no meu blog; é com todo o gosto que vo-lo apresento e espero que gostem também:
Sem pressa,
submergida com a alma mais nua que o meu próprio corpo.
Rodeada da sensação acariciante da água que sabe a sal,como o
suor que envolve as paixões.
Não tenho pressa, porque já não espero, desfruto o desafio de cada minuto,
contigo, sem ti e apesar de ti,
segundo a segundo me acompanho.
Ao compaço do alimento de caricias lentas,de braços fortes, de palavras
nécias, dos nus que formam os teus
beijos na boca que nunca será silenciosa,
de teus dedos viajantes neste cabelo que nunca será
tua decisão, com a tua pele insistente nestas ancas que nunca serão poucas,
com as tuas palavras desbocadas nestes ouvidos que nunca serão o que
esperas.
Palpitantemente submergida no doce da água salgada.
Para conhecer o original é só ir aqui ao link que ponho em primeiro lugar. Posso desde já garantir aos que põem problemas à lingua espanhola que esta, lida é bem mais fácil de entender, por isso animem-se, tem coisas muito engraçadas.
*A ti, Emilce, gracias por dejarme hacer este "plajio" y mejor aún, gracias por escribirlo:o).
03 agosto 2005
Bom, e agora esperemos pelos resultados de Portugal
Aviso a todos os interessados que entrei em na Universidade Autónoma de Barcelona e.... ESTOU FELIZ!!!!Dê por onde der, já estou em Medicina e vou ser médica,mesmo que isso demore mais ou menos anos;o)...
Pá, isto agora toca-me sonhar, por uns tempos com a ida para lá, porque os resultados de Portugal só saem em 19 de Setembro, até lá vou ter que ir fazer a matrícula à dita universidade para ter o meu pássaro da alma na mão;o)...Não há quem me segure agora.Estou lááááá!!
No entanto os confrontos continuam a ser mais que muitos:
Há muito quem defenda que Braga, em termos de condições e apoios económicos não sofre da crise que "recentemente" se instalou no nosso país, há quem diga mesmo, e talvez com uma certa razão, que o poupava uns trocos aos meus pais (sem dúvida, ficaria tão perto de casa que ia economizar bastante); outros (julgo eu, menos informados) cuidam que o curso é muito melhor cá do que lá (informação não confirmada por muitos elementos da própria classe médica portuguesa que ultimamente trabalham com equipas de médicos e enfermeiros espanhois).
Outros acham que a formação é o de menos porque, afinal, quem gosta e é vocacionado chega lá sem caminho...
No entanto, como com a nota que tenho é mais provável que o próximo meteorito tamanho gigante entre em rota de colisão com a terra amanhã do que que eu entre em Braga;
Resta-me Lisboa e, caso arrastado, Coimbra.
E dessas duas opções, venha o diabo.....
Bem sei que tirar o curso num grande meio é vantajoso, cá em Portugal seria Lisboa, bem sei, mas... Barcelona não é um meio maior? Assim à primeira vista até parece;o)...
No entanto, fazia-me mais ilusão Coimbra, cidade dos estudantes... à grande...
Adorei Coimbra, também é de suspeitar que agora me alucine...Mas, e corrijam-me os dai ( e estou deliberandamente a dirigir-me ao K@ que sei que ao menos trabalha lá;o)), as condições que apresenta não são nada do outro mundo (a não ser o terceiro mundo), a universidade está bastante degradada, é mesmo muito antiga só que, também me contaram que iam passar os alunos para as novas instalações na parte nova da cidade, uma vez que aquilo estivesse concluido, peço então, com agradecimento alguma opinião mais concreta sobre o assunto;o).
Com isto a minha cabeça anda ás voltas, é evidente que procuro informação e a conclusão que se chega é mesmo que é dificil destinguir quem é que apresenta as melhores condições, quem é que nos mostra mais opções, quem nos abre mais ao mundo...
A diferença nos dois cursos (português e espanhol) em termo de anos é mesmo que o ano de internato em Espanha é único e em Portugal é bianual o que, em concenso tem vantagens e desvantagens:
vantagem que, ao fim de um ano, em Espanha, podemos candidatar-nos directamente á especialidade e desvantagem que a experiência em medicina geral é menor. Em Portugal há a vantagem de uma maior preparação a nível geral e salário garantido durante dois anos com um médico mais experiênte que nos acompanha; desvangem de termos de fazer o curso total em onze anos!!!
Sei que me torno meio chata com assunto mas sempre pode ser que passe por cá alguém que me possa dizer mais qualquer coisa;o)...
***
Pá, isto agora toca-me sonhar, por uns tempos com a ida para lá, porque os resultados de Portugal só saem em 19 de Setembro, até lá vou ter que ir fazer a matrícula à dita universidade para ter o meu pássaro da alma na mão;o)...Não há quem me segure agora.Estou lááááá!!
No entanto os confrontos continuam a ser mais que muitos:
Há muito quem defenda que Braga, em termos de condições e apoios económicos não sofre da crise que "recentemente" se instalou no nosso país, há quem diga mesmo, e talvez com uma certa razão, que o poupava uns trocos aos meus pais (sem dúvida, ficaria tão perto de casa que ia economizar bastante); outros (julgo eu, menos informados) cuidam que o curso é muito melhor cá do que lá (informação não confirmada por muitos elementos da própria classe médica portuguesa que ultimamente trabalham com equipas de médicos e enfermeiros espanhois).
Outros acham que a formação é o de menos porque, afinal, quem gosta e é vocacionado chega lá sem caminho...
No entanto, como com a nota que tenho é mais provável que o próximo meteorito tamanho gigante entre em rota de colisão com a terra amanhã do que que eu entre em Braga;
Resta-me Lisboa e, caso arrastado, Coimbra.
E dessas duas opções, venha o diabo.....
Bem sei que tirar o curso num grande meio é vantajoso, cá em Portugal seria Lisboa, bem sei, mas... Barcelona não é um meio maior? Assim à primeira vista até parece;o)...
No entanto, fazia-me mais ilusão Coimbra, cidade dos estudantes... à grande...
Adorei Coimbra, também é de suspeitar que agora me alucine...Mas, e corrijam-me os dai ( e estou deliberandamente a dirigir-me ao K@ que sei que ao menos trabalha lá;o)), as condições que apresenta não são nada do outro mundo (a não ser o terceiro mundo), a universidade está bastante degradada, é mesmo muito antiga só que, também me contaram que iam passar os alunos para as novas instalações na parte nova da cidade, uma vez que aquilo estivesse concluido, peço então, com agradecimento alguma opinião mais concreta sobre o assunto;o).
Com isto a minha cabeça anda ás voltas, é evidente que procuro informação e a conclusão que se chega é mesmo que é dificil destinguir quem é que apresenta as melhores condições, quem é que nos mostra mais opções, quem nos abre mais ao mundo...
A diferença nos dois cursos (português e espanhol) em termo de anos é mesmo que o ano de internato em Espanha é único e em Portugal é bianual o que, em concenso tem vantagens e desvantagens:
vantagem que, ao fim de um ano, em Espanha, podemos candidatar-nos directamente á especialidade e desvantagem que a experiência em medicina geral é menor. Em Portugal há a vantagem de uma maior preparação a nível geral e salário garantido durante dois anos com um médico mais experiênte que nos acompanha; desvangem de termos de fazer o curso total em onze anos!!!
Sei que me torno meio chata com assunto mas sempre pode ser que passe por cá alguém que me possa dizer mais qualquer coisa;o)...
***
31 julho 2005
Fujo, fugirás...
Abre-me essa porta,
Vou fugir!
Vou conhecer
o mundo,
todo o mundo
sem ti!
Vou ver mais,
Vou conhecer mais,
Simpatizar
e partilhar mais!
E fujo eu,
Agora,
Para jamais voltar
Eu
Igual.
Quando vier
Serei outra
Melhor
E contar-te-ei tudo
E aprenderás tudo
De mim!
E feliz dormirei
Enquanto tu
Sorrateiro
Fugirás também
Fascinado pelo que contei!
Vou fugir!
Vou conhecer
o mundo,
todo o mundo
sem ti!
Vou ver mais,
Vou conhecer mais,
Simpatizar
e partilhar mais!
E fujo eu,
Agora,
Para jamais voltar
Eu
Igual.
Quando vier
Serei outra
Melhor
E contar-te-ei tudo
E aprenderás tudo
De mim!
E feliz dormirei
Enquanto tu
Sorrateiro
Fugirás também
Fascinado pelo que contei!
29 julho 2005
En español para mis españoles;o)
Tengo algunos amigos en España, asi como família y me parece justo que, si les digo que vengan a visitar mi página Web, tengan, al menos de vez en quando, algo en su lengua para ver que no me olvido nunca de ellos. Que hacen ya parte de mi.
En realidad, sabiendo que la família és fácil entender que no se me olvide, los amigos son otros que me orgulla decir que me quedaron, de esas terras del pais vecino.
Quando me fui a Santiago de Compostela iba acompañada, ya se sabe, por algunas amigas portuguesas que tenian el mismo sueño que yo, quanto a la vida profesional: seguir medicina y terminar ejerciendo esa profesión que tanto nos hace ilusión; pero, lejos de casa, de mi lengua, de mis costumbres, en un lugar donde todo cierra en el periodo entre las dos y las quatro de la tarde, me vi un poco desenquadrada, algo estraña, como seria de esperar.
No iba a tener el primer año de universidad como todos los portugueses, no habria "praxes", que serian alli las novatadas, y por lo tanto estaba limitada la forma de conocer a la gente, a mis compis...Nos atacó el miedo, nos atacó los nervios, la soledad...Aun que por muy poquito tiempo.
En Portugal, la vision de muchas cosas está, aún, un poco limitada (segun lo veo yo) y como jenófobos que somos (la mayoria), no és demasiado bien visto que uno se vaya a España o bien sepa hablar la lengua de Cervantes; a mi me encató todo eso, la lengua y la gente!!
La lengua siempre la hablé, desde que me conozco como persona; veía a Doraemon, a songoku, a Salvados por la campana, a vigilantes de la playa, rompe corazones, Xavarín Club, El equipo A.. tantas cosas que veía de pequeña en la televisión Española... Aún veo pero hoy sé que hay tambien, como aqui, television para comercializar, muchos gran Hermano (que apenas vi el primero) y ya no és tan fácil contentarme con los programas. Hoy día veo a siete vidas, caiga quien caiga (quando dava y estaba El gran Guayoming- se escribe así?), Club de la comédia (quando lo cogia)... a veces Crónicas Marcianas... De ahí la facilidad en entender.

La gente...
Qué decir de la gente?
Pues que nos acojieron como nádie, que nos ayudaron como nádie y que son muy importantes para mi:o)!
Hubo quien ya, incluso, hablase casi perfectamente el portugués que les enseñamos, ya cantaban el portugués, ya entendian...les gustó nuestra forma de ser, nos ayudaron con las dificultades y, lo más importante, nos aceptaron tal y como somos!!
En clase teniamos a un profesor que al final de quadrimestre ya preguntaba por las "portuguesiñas", que se cruzaban con nosotras y paraban para hablar de como iba la cosa...
Creo, incluso, que trajimos algunos hábitos para nuestras casa de estos vecinos: lo de dormir la ciesta, lo de decir "venga ya" o, como Figo también ya tiene mania, la típica expresión española "...pues...".Yo, en determinada ocasión ya decia "enchufe", "peldaño", " és un rollo"...
De la convivência con vosotros creci, conoci y mejoré así que por todo ello: Muchas gracias!
Mi futuro solo Diós sabrá, pero que sepais que estaré igualmente feliz si voy para Portugal que si voy a España, talvez por ello me cueste tanto elegir:o).
De todos modos volveré demasiadas veces para ir a los botellones (los mios son especiales de coca-cola;o)), las fiestas, las cenas, las juergas en general!!Me gustó de verdad estar ahi y no quiero perderos de vista!!!
Me lo pasé bomba con vosotros y vamos a continuar!!
Un beso a todos ellos que bien sabeis que és por vosotros**************
En realidad, sabiendo que la família és fácil entender que no se me olvide, los amigos son otros que me orgulla decir que me quedaron, de esas terras del pais vecino.
Quando me fui a Santiago de Compostela iba acompañada, ya se sabe, por algunas amigas portuguesas que tenian el mismo sueño que yo, quanto a la vida profesional: seguir medicina y terminar ejerciendo esa profesión que tanto nos hace ilusión; pero, lejos de casa, de mi lengua, de mis costumbres, en un lugar donde todo cierra en el periodo entre las dos y las quatro de la tarde, me vi un poco desenquadrada, algo estraña, como seria de esperar.
No iba a tener el primer año de universidad como todos los portugueses, no habria "praxes", que serian alli las novatadas, y por lo tanto estaba limitada la forma de conocer a la gente, a mis compis...Nos atacó el miedo, nos atacó los nervios, la soledad...Aun que por muy poquito tiempo.
En Portugal, la vision de muchas cosas está, aún, un poco limitada (segun lo veo yo) y como jenófobos que somos (la mayoria), no és demasiado bien visto que uno se vaya a España o bien sepa hablar la lengua de Cervantes; a mi me encató todo eso, la lengua y la gente!!
La lengua siempre la hablé, desde que me conozco como persona; veía a Doraemon, a songoku, a Salvados por la campana, a vigilantes de la playa, rompe corazones, Xavarín Club, El equipo A.. tantas cosas que veía de pequeña en la televisión Española... Aún veo pero hoy sé que hay tambien, como aqui, television para comercializar, muchos gran Hermano (que apenas vi el primero) y ya no és tan fácil contentarme con los programas. Hoy día veo a siete vidas, caiga quien caiga (quando dava y estaba El gran Guayoming- se escribe así?), Club de la comédia (quando lo cogia)... a veces Crónicas Marcianas... De ahí la facilidad en entender.

La gente...
Qué decir de la gente?
Pues que nos acojieron como nádie, que nos ayudaron como nádie y que son muy importantes para mi:o)!
Hubo quien ya, incluso, hablase casi perfectamente el portugués que les enseñamos, ya cantaban el portugués, ya entendian...les gustó nuestra forma de ser, nos ayudaron con las dificultades y, lo más importante, nos aceptaron tal y como somos!!
En clase teniamos a un profesor que al final de quadrimestre ya preguntaba por las "portuguesiñas", que se cruzaban con nosotras y paraban para hablar de como iba la cosa...
Creo, incluso, que trajimos algunos hábitos para nuestras casa de estos vecinos: lo de dormir la ciesta, lo de decir "venga ya" o, como Figo también ya tiene mania, la típica expresión española "...pues...".Yo, en determinada ocasión ya decia "enchufe", "peldaño", " és un rollo"...
De la convivência con vosotros creci, conoci y mejoré así que por todo ello: Muchas gracias!
Mi futuro solo Diós sabrá, pero que sepais que estaré igualmente feliz si voy para Portugal que si voy a España, talvez por ello me cueste tanto elegir:o).
De todos modos volveré demasiadas veces para ir a los botellones (los mios son especiales de coca-cola;o)), las fiestas, las cenas, las juergas en general!!Me gustó de verdad estar ahi y no quiero perderos de vista!!!
Me lo pasé bomba con vosotros y vamos a continuar!!
Un beso a todos ellos que bien sabeis que és por vosotros**************
Deus não sabe desenhar

Olha mamã:
O céu, está escuro;
O ar está pesado,
Cansado,
Quente!
O tempo tem febre mamã!
E olha mamã:
Deus Fez-lhe um risco!
Que feio risco!
Todo torto!
Mamã
Deus não sabe desenhar
Pois não?
Se soubesse
Nesse céu imenso,
Como xisto
Punha flores
Ás cores
Pois isso!
Punha meninos
Sol, mar...
Não sabe mamã!
Não sabe desenhar!
Vês? Pos-lho e tirou
Para ninguém ver
Apagou!
Pronto, só nós vimos mamã,
Por isso segreda
Para não mais se saber
O mal que desenha!
27 julho 2005
Caminha e a feira Medieval
Quando digo que gosto muito da minha terra, não é por acaso.

Desta feita temos a feira Medieval ás portas em que a minha vila dos anjos se reveste de tendas e pessoas vestidas a rigor, música da época, cavalos pelas ruas, cavaleiros, palha no chão e muito comércio cativante pela originalidade.
Enquanto que na tenda fora da vila fortificada estão os árabes (com uns bolinhos típicos recheados de sabores intensos com canela à mistura- deliciosos), lá dentro estende-se uma rua onde há de tudo, como na farmácia:
Cestinhos com legumas e frutas, tenda só para chás medicinais, exposição de aves raras, tiro ao arco, artesanato de vários tipos, brinquedos do género simples mas muito educativo pela sabedoria que acarretam, a tenda só para o chocolate (onde até haviam, vejam só, Chá de Chocolate!), brinquedos de madeira á medieval (não sei se estão a imaginar as espadas grosseiras de madeira pintada, os cavalinnhos que eram apenas um pau com cabeça de cavalo...), bolas de passas, tâmaras, livros, roscas, pinturas, bugigangas, animação de rua com grupos ambulantes de gaita de foles e bombos...
Até teatro galego houve, também de forma medieval. Foi giro ver o esforço que faziam para acertar com as palavras portuguesas, sendo que mais giro ainda eram as histórias que contaram, da forma como contaram.
À noite acabou por juntar-se o pessoal que vinha para as discotecas e bares com o que queria ver a tão famosa feira; um espectáculo bonito de se ver....
Foi uma fim-de-semana movimentado para a vila de Caminha que ajudou a mostrar aos visitantes as novas obras, a nova circulação e organização. Julgo que serviu para atrair mais gente. Com efeito, a minha terra está diferente, mas moderna, mais acolhedora.
Já não é bem a minha,
é uma nova Caminha.
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Muda-se o ser, muda-se a confiança,
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades"
Mais pura verdade...

Nem sei que vos diga, estava muito bonita a minha vila!!E eu contente por ela:o)

Desta feita temos a feira Medieval ás portas em que a minha vila dos anjos se reveste de tendas e pessoas vestidas a rigor, música da época, cavalos pelas ruas, cavaleiros, palha no chão e muito comércio cativante pela originalidade.
Enquanto que na tenda fora da vila fortificada estão os árabes (com uns bolinhos típicos recheados de sabores intensos com canela à mistura- deliciosos), lá dentro estende-se uma rua onde há de tudo, como na farmácia:
Cestinhos com legumas e frutas, tenda só para chás medicinais, exposição de aves raras, tiro ao arco, artesanato de vários tipos, brinquedos do género simples mas muito educativo pela sabedoria que acarretam, a tenda só para o chocolate (onde até haviam, vejam só, Chá de Chocolate!), brinquedos de madeira á medieval (não sei se estão a imaginar as espadas grosseiras de madeira pintada, os cavalinnhos que eram apenas um pau com cabeça de cavalo...), bolas de passas, tâmaras, livros, roscas, pinturas, bugigangas, animação de rua com grupos ambulantes de gaita de foles e bombos...
Até teatro galego houve, também de forma medieval. Foi giro ver o esforço que faziam para acertar com as palavras portuguesas, sendo que mais giro ainda eram as histórias que contaram, da forma como contaram.
À noite acabou por juntar-se o pessoal que vinha para as discotecas e bares com o que queria ver a tão famosa feira; um espectáculo bonito de se ver....
Foi uma fim-de-semana movimentado para a vila de Caminha que ajudou a mostrar aos visitantes as novas obras, a nova circulação e organização. Julgo que serviu para atrair mais gente. Com efeito, a minha terra está diferente, mas moderna, mais acolhedora.
Já não é bem a minha,
é uma nova Caminha.
"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades
Muda-se o ser, muda-se a confiança,
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades"
Mais pura verdade...

Nem sei que vos diga, estava muito bonita a minha vila!!E eu contente por ela:o)
22 julho 2005
Quando as férias são de mais....
Bem sei que escrevo agora numa fase em que os últimos exames ou frequências estão a ser feitos, o cansaço é mais que muito, e tudo está mais que radiante por começar a disfrutar daquele período em que é o tempo que nos sobra e não as coisas por fazer, fico feliz por vós...
Eu por aqui estou a revoltar-me por não ver nada para fazer... Ou seja, estou a insurir-me contra a minha vontade de parar ou tudo realizar por enércia; Dei inclusivamente comigo a resmungar com um amigo meu (consilio- reduzido) porque para mim tudo se tratava de uma perda de tempo!!! Era a internet, era o ouvir música, era o ver televisão, o ir para a praia... Era tuuuuddddoooo...
Verdade seja dita, que posto tudo cá para fora no meu marasmático discurso, me dei conta que sou eu que estou sem vontade, vi-me de férias mas sem nada rigorosamente para fazer...Nem pensar eu queria... Entenda-se que passo agora por um período que devia estar a investigar montes de coisas para o meu próximo ano lectivo, ou então dedicar-me ao que até agora foi o meu fruto proibido- a leitura, a poesia.
A conclusão a que chego é que não quero mesmo pensar nisso, estou demasiado amedrontada com a ida para o outro lado da península Ibérica para fazer alguma coisa; o que não me é próprio,afinal eu sempre fui a corajosa que fazia tudo e mais alguma coisa para conseguir os objectivos... Agora... ´ta queto...
Dar-me conta disto já é muito bom; nos últimos tempos percebi que as conversas no consílio, e com os outros amigos, têm sido fructuosas, estou mais calma... Vai com o tempo imagino...
E por terminar, vou aqui pôr uma coisa que me mandou uma pessoa com quem tenho "conversado" muito por e-mail, sendo que também ela tem ajudado muito neste processo ao dar-me informações de lá, daquele sitio para onde, possívelmente, vou...
" La vida és un cuerno, quanto más crece más retuerce"
E assim me fico por hoje.. já não passeio mais;o)***
Eu por aqui estou a revoltar-me por não ver nada para fazer... Ou seja, estou a insurir-me contra a minha vontade de parar ou tudo realizar por enércia; Dei inclusivamente comigo a resmungar com um amigo meu (consilio- reduzido) porque para mim tudo se tratava de uma perda de tempo!!! Era a internet, era o ouvir música, era o ver televisão, o ir para a praia... Era tuuuuddddoooo...
Verdade seja dita, que posto tudo cá para fora no meu marasmático discurso, me dei conta que sou eu que estou sem vontade, vi-me de férias mas sem nada rigorosamente para fazer...Nem pensar eu queria... Entenda-se que passo agora por um período que devia estar a investigar montes de coisas para o meu próximo ano lectivo, ou então dedicar-me ao que até agora foi o meu fruto proibido- a leitura, a poesia.
A conclusão a que chego é que não quero mesmo pensar nisso, estou demasiado amedrontada com a ida para o outro lado da península Ibérica para fazer alguma coisa; o que não me é próprio,afinal eu sempre fui a corajosa que fazia tudo e mais alguma coisa para conseguir os objectivos... Agora... ´ta queto...
Dar-me conta disto já é muito bom; nos últimos tempos percebi que as conversas no consílio, e com os outros amigos, têm sido fructuosas, estou mais calma... Vai com o tempo imagino...

E por terminar, vou aqui pôr uma coisa que me mandou uma pessoa com quem tenho "conversado" muito por e-mail, sendo que também ela tem ajudado muito neste processo ao dar-me informações de lá, daquele sitio para onde, possívelmente, vou...
" La vida és un cuerno, quanto más crece más retuerce"
E assim me fico por hoje.. já não passeio mais;o)***
17 julho 2005
Agora, feita a menina mimada!!
Pois é!!!
Continuando o meu post sobre ser a menina mimada.... Agora sinto-me uma mesmo, mesmo!!!:P
Sairam já as notas dos exames nacionais e, tendo a confessar que não me sairam mal as coisas, posso agora considerar a hipótese de partir para a nossa capital mas só tenho vontade de pôr a língua de fora e dizer:
" - Agora sou eu que não quero, país!!!!
Querias!!
Agora vou para Barcelona!!!!:p ( e nunca um smile foi tão bem aproveitado como agora!!!!)
Era assim que saberias se sou apta ou não?? Pois ai está: Sou!!! Mas não quero a tua mediocridade, não quero essa maneira fechada de resolver tudo, essa forma triste e ruim de estabelecer parâmetros!!De distinguir as pessoas...
Olha: BARCELONA!!!:P"
Só não o digo porque não se trata apenas de birra, como já expliquei, trata-se de mais um conjunto de coisas que têm que ser muito bem racionalizadas, têm que se medir e contrapôr com os pais, comigo própria, com o meu objectivo, principalmente... Ando numa roda viva atrás de informação quanto á preparação médica destes dois países e as opiniões são as mais diversificadas.
Depois há que ter em conta que " Barcelona és bona quando la bolsa sona" ( dito Catalão) o que significa que Barcelona não é especialemnte barata, e que se torna boa quando há muito dinheiro, caso contrário é austera!
Sinceramente quero ter paciência e juizo para pensar nisto tudo, mas o bom já faz parte desta minha possibilidade de escolha que acabpou por me realizar, me ajudou muito ao ego:), Não fui o 20, mas deixei-me feliz:)!!
Mas é preciso ponderar... E claro que a opinião dos outros é sempre um ponto de vista bem aceite aqui:* Façam o favor:) pode sempre ajudar.
Continuando o meu post sobre ser a menina mimada.... Agora sinto-me uma mesmo, mesmo!!!:P
Sairam já as notas dos exames nacionais e, tendo a confessar que não me sairam mal as coisas, posso agora considerar a hipótese de partir para a nossa capital mas só tenho vontade de pôr a língua de fora e dizer:
" - Agora sou eu que não quero, país!!!!
Querias!!
Agora vou para Barcelona!!!!:p ( e nunca um smile foi tão bem aproveitado como agora!!!!)
Era assim que saberias se sou apta ou não?? Pois ai está: Sou!!! Mas não quero a tua mediocridade, não quero essa maneira fechada de resolver tudo, essa forma triste e ruim de estabelecer parâmetros!!De distinguir as pessoas...
Olha: BARCELONA!!!:P"
Só não o digo porque não se trata apenas de birra, como já expliquei, trata-se de mais um conjunto de coisas que têm que ser muito bem racionalizadas, têm que se medir e contrapôr com os pais, comigo própria, com o meu objectivo, principalmente... Ando numa roda viva atrás de informação quanto á preparação médica destes dois países e as opiniões são as mais diversificadas.
Depois há que ter em conta que " Barcelona és bona quando la bolsa sona" ( dito Catalão) o que significa que Barcelona não é especialemnte barata, e que se torna boa quando há muito dinheiro, caso contrário é austera!
Sinceramente quero ter paciência e juizo para pensar nisto tudo, mas o bom já faz parte desta minha possibilidade de escolha que acabpou por me realizar, me ajudou muito ao ego:), Não fui o 20, mas deixei-me feliz:)!!
Mas é preciso ponderar... E claro que a opinião dos outros é sempre um ponto de vista bem aceite aqui:* Façam o favor:) pode sempre ajudar.
14 julho 2005
Amanhã.. é um dia que nunca chega!

Lembro-me do dia, em pequena, que me fizeram notar (os meus irmãos mais velhos), que o "amanhã" nunca chega...
Jesus..
O nó que se formou na minha cabeça!É engraçado perceber como a mente vai evoluindo na forma de pensar; Eu naquele dia fiquei revoltada: como é que tanta gente grande, que até costumava ser sensata, de repente dizia em uníssono, que o "amanhã" nunca chega!! É uma cabala!!!
Hoje lembrei-me disto porque essa expressão vai ter um significado bem mais próximo ao que eu imaginei na altura.. amanhã vai ser uma dia bem complicado, um dia pelo qual esperei durante algum tempo, um dia no qual deposito alguma esperança, um dia que nunca mais chega...
Por outro lado recordo também, agora mais descansada, o dia em que a mamã disse que a noite ia cair e que, portanto, eu tinha que voltar para casa rápido!!
"- Mamá, a noite não cai!!!!!" e lá veio mais uma confusão para os meus neurónios, aturdidos pela imagem física de queda do céu! Cruzes, nem quero voltar a imaginar aquele susto!!
Agora mesmo, enquanto escrevo, está, lentamente a anoitecer (note-se que não está a cair!) e daí estou mais tranquila.. até porque sempre quer dizer que já passaram também mais umas dolorosas horas para o "amanhã".
No fundo compreendo esta recordação... só me lembro de ter estado assim antes das competições da natação, das visitas de estudo.. tudo enquanto era muito pequena e situações com as que não sabia relacionar-me bem... pior foi a primeira semana de exames da minha vida, nono ano e naquela altura para além de não dormir, andei mal disposta toda a semana, quase sem comer de tão embrulhado que estava o estômago!
Mas para quê?.. e porquê que não conseguimos nós reagir e controlar esta coisa??
Pronto.. e hoje a ansiedade não me deixa raciocinar em nada mais... lamento.. e partilho...
***
10 julho 2005
Dr. Adolfo Rocha

Dr. Adolfo Rocha
Ainda seguindo as histórias lá da nossa atarefada viagem , e a propósito da imagem que exponho, conto que, indo ao edifício do Chiado se encontra uma exposição muito engraçada de Arte, dedicada ao escritor Miguel Torga, tão conhecido e importante na literatura portuguesa.
Nós fomos, e retiramos, como convinha, de alguns objectos que lá estavam, uns papéis que, abrindo, nos forncem pequeninos trechos dessa vasta obra; passo a citar os que me calharam a mim:
"
Vagabundagem:Vou pela rua a semear presença,
Corpo atirado à fome das janelas,
Olhos das casas, ávidos, vazios...
A tarde é um ermo que não tem cancelas
De intimidade.
E no mesmo impudor doutros vadios
entrego-me à volúpia da cidade."
Diário VII
"Amava e destruia o amor; Membro dum grupo literário avançado deixara-o e ficara só; Deslumbrado por um clarão de fé, mergulhara de novo na escuridão da descrença; em vésperas da partida para a vida práctica, andava atormentado".
A criação do mundo- terceiro dia p. 100
" Destino:
Vai um barco no rio.
É uma vela enfunada
Desta manhã de frio
E desta luz cansada.
Passa devagarinho
E lá se perde ao fundo,
A seguir o caminho
Que tudo tem no mundo..."
Diário II
Apreciamos a arte exposta, a iniciativa relativamente ao escritor, o próprio "encaminhar" das pessoas no edifício.. está de ser visitado... muito bom mesmo:)...
De não esquecer também uma outra exposição no mesmo lugar, no patamar a cima, que tem vestidos de épocas já muito idas... Espetacular... sem qualquer sombra de dúvida... Há que ver, não custa nada;).
Questão a pôr: Amor ou Paixão?
No texto inicial do meu blog referi a questão da minha mudança e desse gosto que agora tudo isso desperta em mim e eis-me finalmente a partilhar um pouco dessa transformação, uma questão cuja resposta eu vi mudar dentro em mim e que, em consílio de amigos resurgiu hoje para me provar da minha mudança de mentalidade.
Exactamente há um ano, alguém me fez esta questão do título, em conversa,à qual respondi clara e rápidamente, sem qualquer sombra de dúvida: Amor!
Tratava-se, na minha cabeça, de escolher entre o que é eterno, perfeito, incondicional, em detrimento do que é fugaz, forte e passageiro, daí a certeza e rapidez de resposta.
No entanto, nesta conversa, de há um ano, o meu amigo, na sua posição tão calma e pensada, disse-me aquilo que eu nunca esperava ouvir dele (dele em especial), uma posição não só oposta à minha como ainda coerente e,de certa maneira até aliciante.
Ouvi e calei.
Tinha acabado de ter uma má experiência com esse tal de amor, estava magoada, ainda não pensava só para mim, pensava para ele também, questionava a situação e tentava esconder-me a realidade para amortecer a queda. Não era uma boa altura para me reestabelecer conceitos tão duros.
Um ano depois...
A minha resposta não é deliberada, não escolho ainda definidamente nenhum dos dois porque penso que cada um em seu momento terá um papel, ensina-nos coisas, mas é engraçado como acho que me é impossível hoje ser tão rápida e decidida como então.
Falamos hoje, como dizia, no nosso consílio semanal, onde resolvemos as questões mais importantes da humanidade e Universo em geral (bem como arredores, quando sobra um tempinho), e esse meu amigo já não se lembrava bem do que me tinha dito, ainda que viesse a ter a mesma posição, e acrescentou-se ainda a visão de um outro, que não sabia nada da nossa primeira conversa... o giro é que este último também foi rápido mas não escolheu amor.. achei curioso, e a questão continua a matutar-me a cabeça.. por isso quero as restantes opiniões do mundo:).. façam o favor de se expressar.
:)
Este é o pessoal do consílio:)
Exactamente há um ano, alguém me fez esta questão do título, em conversa,à qual respondi clara e rápidamente, sem qualquer sombra de dúvida: Amor!
Tratava-se, na minha cabeça, de escolher entre o que é eterno, perfeito, incondicional, em detrimento do que é fugaz, forte e passageiro, daí a certeza e rapidez de resposta.
No entanto, nesta conversa, de há um ano, o meu amigo, na sua posição tão calma e pensada, disse-me aquilo que eu nunca esperava ouvir dele (dele em especial), uma posição não só oposta à minha como ainda coerente e,de certa maneira até aliciante.
Ouvi e calei.
Tinha acabado de ter uma má experiência com esse tal de amor, estava magoada, ainda não pensava só para mim, pensava para ele também, questionava a situação e tentava esconder-me a realidade para amortecer a queda. Não era uma boa altura para me reestabelecer conceitos tão duros.
Um ano depois...
A minha resposta não é deliberada, não escolho ainda definidamente nenhum dos dois porque penso que cada um em seu momento terá um papel, ensina-nos coisas, mas é engraçado como acho que me é impossível hoje ser tão rápida e decidida como então.
Falamos hoje, como dizia, no nosso consílio semanal, onde resolvemos as questões mais importantes da humanidade e Universo em geral (bem como arredores, quando sobra um tempinho), e esse meu amigo já não se lembrava bem do que me tinha dito, ainda que viesse a ter a mesma posição, e acrescentou-se ainda a visão de um outro, que não sabia nada da nossa primeira conversa... o giro é que este último também foi rápido mas não escolheu amor.. achei curioso, e a questão continua a matutar-me a cabeça.. por isso quero as restantes opiniões do mundo:).. façam o favor de se expressar.
:)
Este é o pessoal do consílio:)
Coimbra em dois dias
Esta é uma pequena imagem do jardim Botânico que Coimbra faz o favor de cuidar (entrada grátis, quem estiver por perto...faz favor!!!!).Lindo na sua totalidade e prestes a aparecer ao público com mais uma zona lindíssima (pelo que se pôde espreitar) que ainda não está preparada, mas que em breve brindarám quem o visita com um estufa fria, um canavial e mais um lindo caminho repleto de calma e de Natureza no seu melhor. Fizeram questão de não organizar as plantas, estará tudo ao natural, com as plaquinhas identificativas só, mas na disposição mais simples... E com aqueles esquilinhos tão fofos que de vez em quando passam cheios de pressa.
Foi aqui que encontramos um rapaz que, amante da natureza e entendedor das plantas, nos ajudou a perceber e explorar melhor o parque. Fiquei com uma sincera pena de não ter sabido mais, de não ter dedicado mais tempo, de não ter perguntado mais, poque a paixão com que relatou sempre tudo era, realmente, fantástica.
Estes parques, segundo soubemos, foram inicialmente feitos para as explorações médicas, e bioquímicas, de modo que têm espécies muito raras no nosso país e oriundas de todo o globo.
E desenganem-se os que pensam que ele era um guia, treinado para desenrolar um discurso favorável em qualquer língua; era um moço que humildemente nos deu água, quando lá fomos, e que n
os perguntou se estavamos a gostar do parque e das plantas... Tenho também pena de não poder retribuir, de alguma forma, não sei...Como este, Coimbra goza de excelentes parques: sejam de citar o da Sereia (que segundo ouvi falar tem má fama, daí haver menos visita e exploração ou cuidado com o local, o que é um pena), a Quinta das Lágrimas (evidentemente), o parque Manuel Braga, também muito bonito (ainda que noutro estilo) e outros que tive muita pena de não conhecer devido ao pouco tempo que dispunhamos, o do Choupal, por exemplo.
Coimbra, na zona que visitamos, era constantemente a subir e a descer, característica muito própria de cidade, aliás, e que nos dá imagens como as que temos ao lado sobre o Mondego.
Esta foi tirada junto ás escadas de Minerva, no paço das Universidades, no início do primeiro dia, quando ainda estavamos fresquinhas e dispostas a preocuparnos com um reportótrio da cidade:), depois, com o tempo, fomos diminuindo este gosto, dado o cansaço e a sede... Sim, porque feitas as contas, a coisa em que mais gastamos foi em água, e não porque fosse cara mas porque bebiamos aos litros:).
06 julho 2005
De visita a Coimbra
Recentemente, depois dos exames, e no meio do meu dilema, que continua, recebi um convite para passar dois dias em Coimbra: Sexta e Sábado...
Há coisas que são diabólicas e esta está a parecer-me um delas. Vou estar numa das cidades onde, eventualmente poderia vir a estudar. Lá vou eu levar mais um banho de História Portuguesa, mas pior, um chuveiro de tradições académicas, vou vê-los, imagino, para lá, com os livros, preocupados, absortos nos trabalhos, a toma o café para desanuviar... Vou conhecer mais um pouco dessa cidade onde vives agora... Porque ainda me causas diferença.
Não sei se me vai fazer bem ou mal, não sei se vai ser sequer decisivo, não sei se vou mudar, mas vou conhecer uma possível rotina. Coimbra a cidade dos estudantes.
Mas p´ra que raio sou eu impressionável??!!
Depois ponho fotos:). Agora precisava de sugestões para aproveitar os diitas lá.. sitios giros...:) quem conheça que ajude faz favor:)***
Há coisas que são diabólicas e esta está a parecer-me um delas. Vou estar numa das cidades onde, eventualmente poderia vir a estudar. Lá vou eu levar mais um banho de História Portuguesa, mas pior, um chuveiro de tradições académicas, vou vê-los, imagino, para lá, com os livros, preocupados, absortos nos trabalhos, a toma o café para desanuviar... Vou conhecer mais um pouco dessa cidade onde vives agora... Porque ainda me causas diferença.
Não sei se me vai fazer bem ou mal, não sei se vai ser sequer decisivo, não sei se vou mudar, mas vou conhecer uma possível rotina. Coimbra a cidade dos estudantes.
Mas p´ra que raio sou eu impressionável??!!
Depois ponho fotos:). Agora precisava de sugestões para aproveitar os diitas lá.. sitios giros...:) quem conheça que ajude faz favor:)***
E se nós fossemos as nossas próprias "Pop Stars"?
Pense-se bem no assunto:
E se nós fossemos as nossas próprias "estrelas pop", sendo que nós mesmos fossemos como as meninas de 14 anos, que ficam histéricas quando nos vemos?
Para quem ficou confuso (acho que até eu mesma) passo a tentar desdobrar o tema. Nesta frase de cima eu queria estabelecer dois "eus": um que é o ídolo e um outro que seria a adolescente admiradora e fã incondicional.
Deste modo, creio eu, nós seriamos muito mais convencidos, egoistas, sim, talvez, mas também muito mais assumidos, mais seguros, extrovertidos (isto pelo lado mediático) e mais conhecedores da nossa própria história, da nossa evolução.
Eu pessoalmente acho que, para que melhorasse toda a nossa condição pessoal, este deveria ser o ponto de vista de cada um de nós.. Claro, não tão exagerado quanto o que figurei, mas por ai... De forma a que nunca ninguém pretendesse pisotear ninguém ( afinal nós todos somos muito bons) e nem muito menos deixar-se ser pisoteado (uma vez que a nossa fã, viria sempre em auxilio!).Acabariamos, isso sim, por ser muito mais conhecedores da psicologia própria e alheia, o que em si acaba por ser melhor... e ás tantas também acabavamos por confiar mais nos outros, interajudar-nos...
Em conclusão vejo que chego á conclusão de que não trago quaquer novidade.. O que pretendo, neste meu complicado pensar, era que todos pensassemos e vissemos o quanto somos bons e o quanto de mau aportamos também para enfim declararmos e assumirmos a igualdade que nos rege.
E se nós fossemos as nossas próprias "estrelas pop", sendo que nós mesmos fossemos como as meninas de 14 anos, que ficam histéricas quando nos vemos?
Para quem ficou confuso (acho que até eu mesma) passo a tentar desdobrar o tema. Nesta frase de cima eu queria estabelecer dois "eus": um que é o ídolo e um outro que seria a adolescente admiradora e fã incondicional.
Deste modo, creio eu, nós seriamos muito mais convencidos, egoistas, sim, talvez, mas também muito mais assumidos, mais seguros, extrovertidos (isto pelo lado mediático) e mais conhecedores da nossa própria história, da nossa evolução.
Eu pessoalmente acho que, para que melhorasse toda a nossa condição pessoal, este deveria ser o ponto de vista de cada um de nós.. Claro, não tão exagerado quanto o que figurei, mas por ai... De forma a que nunca ninguém pretendesse pisotear ninguém ( afinal nós todos somos muito bons) e nem muito menos deixar-se ser pisoteado (uma vez que a nossa fã, viria sempre em auxilio!).Acabariamos, isso sim, por ser muito mais conhecedores da psicologia própria e alheia, o que em si acaba por ser melhor... e ás tantas também acabavamos por confiar mais nos outros, interajudar-nos...
Em conclusão vejo que chego á conclusão de que não trago quaquer novidade.. O que pretendo, neste meu complicado pensar, era que todos pensassemos e vissemos o quanto somos bons e o quanto de mau aportamos também para enfim declararmos e assumirmos a igualdade que nos rege.
As minhas mãos quietas

Olhava agora minha mão
quando me adentrei num pensamento
Sobre sua lida e função!
Continuada, Insistente, Diferente
Em cada momento,
Diferindo também de pessoa.
E delas conta coisas
Muitas coisas,
Coisas sem conta delas.
Para mim, aqui, quieta
É-me imagem da força,
Daquela força interior,
Que é sempre superior
Ao que prevemos nós!
É a pá do trabalho,
Do trabalho pessoal,
Do que movemos,
Do que criamos,
Do que queremos,
Dos que amamos!
Somando tudo
Estas minhas mãos,
Aqui,
Queitas,
São toda eu,
E os meus que toco.
São pelo menos o meio
Mais puro,
Mais sincero,
De trocar gestos...
De não sentir de perto
O aperto da solidão!
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